quarta-feira, março 31, 2004

Os Senhores ( III ) parte II

Foi num momento transcendente de reciprocidade entre dois elementos - eu e Tu – que podemos partilhar um pouco de tudo o que nos vai cá dentro. Um pouco de tudo é pouco mas o tempo não nos concedeu alternativa, assim, rompendo cruelmente a nossa ligação, deixou-me um pequeno vazio no espaço que preenches-te. Só o Tempo é eterno, não o nosso tempo. Contudo, obrigado pela atenção.

Causas-ausências

Sem compromissos, porque traz esperança
E esta nunca é certa;
Mas se pudesse amava, mesmo conhecendo,
Sabendo o mundo, supostamente o sei...
Que tu,
Melhor que ninguém, me guiarias;
Mas só se eu pudesse amar.
Estar contigo, não estar;
Mas querer... eu queria
Se pudesse.


(São fragmentos rebuscados)

terça-feira, fevereiro 03, 2004

É cada vez mais difícil...

arranjar tempo para postar.

Os Senhores ( III ) parte I

Chego à beira do mar e sento-me para descansar. Consigo estar de barriga para cima e de olhos abertos – as nuvens cinzentas tapam o sol – para admirar o voo das gaivotas, lá ao longe. Está calor e tiro a t-shirt, deixando a areia molhada refrescar-me as costas. Logo naquele instante começa a chover e, à medida que uma gota caminha devagar sobre a minha face, a chuva cerca-me e isola-me. Como foi a primeira vez que me senti assim?

Estava em casa sozinho e pensava em qualquer coisa sobre Ti. Ainda não sabia quem eras, nem sei se alguma vez saberei, nem te conhecia, nem sei se alguma vez o conseguirei. Pensava que a chuva poderia isolar-me ali, sozinho. Olhava pela janela e tinha a sensação que ninguém podia ver como estava triste; ninguém podia cheirar a tristeza que emanava dos meus olhos enxugados; ninguém podia provar a lágrima que deslizava no canto da boca; ninguém podia ouvir o meu choro silencioso; ninguém me podia consolar com um abraço quente. E gostei de estar só contigo. Falei-te, sem saber que existias e sem esperar uma resposta. Limitei-me a encontrá-la da forma como ela queria ser descoberta, limitei-me a ouvir-te. Segui aquela gota com o olhar e ela levou-me de encontro ao chão. Porém, sem se desfazer, a gota elevou-se e elevou-me com ela. Eu estava, naquele momento, dentro dela e subia em direcção às nuvens negras.

domingo, janeiro 25, 2004

Os Senhores ( II )

Parecia incendiada, estava num tom escarlate, ainda muito amarelado. A colina diante de mim ganhava, naquele tom, um nível de personalidade difícil de atingir; um poder maior que o dinheiro; uma extrema beleza pura. Poisei a bicicleta para apreciar os minutos finais do esplendor, sentado na espessa lama que os dias chuvosos haviam formado. À medida que o meu corpo ficava mais leve, pormenores irrelevantes, que nos marcam a vida, eram esquecidos. A cabeça era o único órgão funcional – tudo o resto se estendia além das fronteiras do corpo – sendo a primeira vez que me sentia meditar interiormente, tendo, sobretudo, consciência duma experiência sobrenatural. Foi então que quase travei conhecimento com ELE.

ELE mostra-se todo o tempo e em todo esse tempo nós vemo-lo e apreciamos, muitas das vezes, a sua passagem. ELE passa e nós sentimos e gostamos e paramos, muitas das vezes, para o apreciar como ELE merece. ELE está sempre lá e, apesar de tudo, transporta-se – sem esquecer, porém, que ELE não tem corpo material – e quando isso acontece, transporta-nos também. Transporta um pouco de tudo com o movimento do seu todo. ELE pode mover folhas; pequenos animais; grandes animais; casotas de cães; casotas de homens. ELE não tem conhecimento de todas as suas capacidades, apesar de muitos de nós termos já murmurado, em forma de protesto, as consequências de tais movimentos. São para ELE murmúrios, dada a sua dimensão. No entanto ELE não tem ouvidos e o máximo que podemos fazer é abraçar o que nos oferece de melhor enquanto ELE continua incógnito.

ELE faz música para quem a sabe ouvir e ouvi-lo. Para quem pára e ouve e compreende os momentos que a sua exterioridade oferece ao mundo que não é o seu; que contudo ELE presenteia sem que peça algo em troca. Ainda assim nós persistimos em destruí-lo, estando simultaneamente e consequentemente a terminar com o seu mundo.

O seu mundo é uma vasta imensidão do seu ser. É o que vemos quando queremos e quando não queremos fechamos os olhos com força. Porque, afinal, ele rodeia-nos e modifica-nos mas não pertence ao nosso mundo. É o resultado de uma simbiose entre o possível e o impossível: o Senhor do Ar existe e podemos encontrá-lo em momentos como o que eu presenciei, não podemos, contudo, conhecê-lo.

sábado, janeiro 17, 2004

Os Senhores ( I )

O Senhor do Tempo

O senhor do tempo controla bem mais do que os momentos, não fossem muitos dos nossos problemas uma consequência do controlo, ou do descontrolo, do tempo que nos resta. E ELE não conhece ninguém. A matéria estende-lhe nada mais que uma tangente e apesar de a poder agarrar ELE não o faz. Ele não conhece ninguém. Ele modifica a matéria, cria fenómenos psicológicos, elabora situações, sem se aperceber da sua obra. Obra infinita, duradoura em demasia, que poderia criar feridas nas relações que, eventualmente, poderia estabelecer, pois ninguém vive eternamente, como ELE. Ele podia conhecer-nos a todos. Ele sabe disso mas ELE não conhece ninguém.

sábado, janeiro 10, 2004

Sobre "O nome da rosa"

Vi este filme, que é baseado na obra de Umberto Eco : “O nome da rosa”, ( li algumas partes em casa, daí falar do livro também ) nas aulas de Filosofia do ano passado. A forma como foi realizado não é brilhante, contudo o argumento dá que pensar. Sem dúvida, dá que pensar...

Desde sempre que o progresso, por um lado excitou, motivou, entusiasmou muitas mentes brilhantes que contribuíram e dedicaram a sua vida à ciência para uma evolução desta. Contudo, houve sempre alguém a quem estas ideias nunca agradaram. Uns por interesse, outros por cepticismo, de forma que encaravam a ciência como uma ameaça e assim foram criados ao longo de séculos inúmeros obstáculos ao seu progresso. Com o passar dos séculos e através de uma cultura que foi fornecida a muitos milhões de homens, que puderam finalmente usufruir das capacidades que nos foram dotadas e para as quais muitos as utilizaram e puderam também compreender a verdadeira importância da investigação científica, os obstáculos foram diminuindo. Todavia a ciência depara-se hoje com graves problemas intelectuais e éticos devido a escuros, duvidosos e polémicos caminhos pelos quais enveredou na sua forma de investigar, experimentar e os temas sobre os quais se debruça.
Parece-me claro que naquela época ( medieval ) era difícil admitir um longo conjunto de ideias, para as quais a ciência encontrava explicação e se opunha firmemente, por parte de determinadas pessoas e instituições. Assim um fruto precioso da nossa inteligência, a investigação cientifica, sempre foi de difícil digestão às mentes menos trabalhadas, informadas e desenvolvidas. Sem bases que sustentassem um conhecimento tão apurado, como são todos os temas da ciência, as mentes que, em grande maioria povoavam a Idade Média, permaneceram, durante o seu período de vida, cépticos às respostas desenvolvidas pela ciência. É exactamente esta mentalidade que nos é apresentada nesta obra.

Por forma a compreender melhor a situação, convém-me contextualizar o momento da obra. “É o ano de 1327, o Papa está em Avinhão, o imperador Ludovico, o Bávaro, desceu até à Itália com a intenção de entrar em Roma”; a cristandade está fragmentada e ressentida pela luta entre os dois poderes, pelos múltiplos movimentos de reforma espiritual e pelas heresias. Nesta importante abadia prepara-se a reunião dos teólogos de João XXII e os do imperador. Os Franciscanos tentam chamar a Igreja de volta à pobreza evangélica, obrigando a uma renúncia ao poder temporal.

Perante a situação em que se encontra Guilherme de Baskerville e seu discípulo, Adso de Melk, aquando da sua chegada, onde um monge morrera misteriosamente, pouco antes da chegada dos dois personagens, estes são encarregues de investigar o caso. O crime é atribuído, por alguns monges, ao Diabo. É neste ponto que as convicções fornecidas pelo método cientifico se demonstram superiores a quaisquer suposições. Guilherme, guiado pela sua razão exercitada, prossegue a sua investigação obtendo resultados e respostas incríveis. Apesar do aparente interesse pelas respostas, alguns monges opõem-se ao progresso desta investigação. Defendendo os seus interesses pessoais e pela fé, tornam impossível a obtenção de um resultado concreto tendo Guilherme e Adso que “contornar” algumas das regras da abadia sob pena de não conseguirem resolver o mistério. O maior obstáculo encontra-se no monge Jorge que, por seu capricho, inicia uma incessante protecção dos livros que considera serem demasiado perigosos à sua religião. Um complicado estratagema para encobrir obras valiosíssimas acaba na morte de sete homens. A razão para tal procedimento baseia-se na sua opinião pessoal de que tais referências, como o riso presente no segundo livro de Aristóteles, seriam uma blasfémia a Deus e a toda a cristandade, “tornando o mistério do divino na paródia humana das categorias e do silogismo”. Este monge vê no riso a corrupção e a fraqueza, que faz crescer outros desejos e outras ambições que não aquelas que são realmente puras; neste livro faz-se dele objecto de pérfida teologia. Ele afirma que este livro poderia ensinar que libertar-se do medo do diabo, isto através do riso, pode conduzir à sapiência. Os livros físicos do mesmo autor seriam igualmente perigosos pois poderiam levar a uma renovação na forma em que o universo era pensado. Também o bibliotecário afirma que “o saber não se procura”, o que consiste o maior dos obstáculos que se pode deparar à investigação cientifica, pois esse é precisamente o seu objectivo.
Encontramos claramente representadas neta obra várias barreiras, umas perfeitamente transponíveis, outras que talvez nunca se venham a transpor em toda a história da humanidade.

Nesta época medieval, onde a fé tem um papel fundamental na educação, na vida de quase todos os que a povoam, tornou-se uma época difícil de progredir em ciência devido às questões que esta levantava, como: a forma como o universo está disposto; certos fenómenos atribuídos ao diabo que eram agora desvendados. O medo pelo diabo era cultivado por certas instituições que se sentiam ameaçadas pelos homens de ciência, que ensinavam outras formas de saber que não a Bíblia e outras sagradas escrituras que regiam todo o conhecimento religioso da época. Este medo cultivado inibia o pensamento para chegar a conclusões que não eram do interesse da Igreja. Mas como não podiam estas pessoas ver a realidade quando expostos a ela? Como a poderiam rejeitar? Simplesmente, os valores éticos e crenças pelos quais um individuo se rege fazem com que estabeleça certos limites ao seu mundo, à sua razão. Como podemos estender o nosso pensamento a algo que ultrapassa as nossas crenças? Este é sem dúvida um obstáculo que se encontra no interior de todos nós, sendo nosso dever alargá-lo o mais possível dentro daquilo que é justo.


Terminando deixo a minha breve opinião sobre esta elucidativa obra: situando-se na época medieval, este filme mostra e traduz o que realmente se passava naqueles tempos de incerteza, sem qualquer pudor.

Lapsos:

Se passou por aqui e notou algum erro de ortografia peço-lhe desculpa pelo lapso.

Então porque não se faz nada?!

A notícia que acabo de ver recorda-me um post, no Viva Espanha, sobre a falta de civismo dos condutores por essas estradas.
O street racing existe. Eu sei. O meu irmão sabe e o meu pai também. Os meus colegas têm conhecimento do facto. O meu treinador já comentou. A senhora da paragem do outro dia também comentava. Já alguém mandou um mail para a PSP?
O número de acidentes, de mortos e de feridos, este ano, é sem dúvida alarmante. Pelo menos a minha mãe partilha dessa opinião assim como o meu pai. O meu irmão também está alarmado. O senhor que falou na televisão estava bem preocupado com essas corridas nocturnas. Já alguém telefonou para a PSP?

terça-feira, janeiro 06, 2004

onde estamos?!

Todos queremos isto resolvido o mais depressa possível. No entanto continuamos a alimentar interferências ( só um pequeno parêntesis necessário para justificar a 3ª pessoa do singular: quem não falou?!) parecendo movidos e impelidos a entrar em discussões, opinar, escrever e comentar. Por vezes, por muitas vezes, sem que tenhamos ouvido, ou percebido, o bloco de determinada questão recente no processo. Um dos problemas maiores deste processo é mesmo a multiplicidade de questões; englobando já demasiados indivíduos ( estranhos ao serviço ).
É natural entender todo este “movimento”, toda esta “condução” do processo, como uma teoria. Certamente elaborada com um certo propósito, seja lá ele qual for. Pensamos...

Esquecemo-nos da simplicidade? Do prazer pelo prazer ( por mais incrível que seja )?
Talvez haja, no meio ou no principio, de toda esta coisa, alguém que não esqueceu.
Haverá propósito?

Deixem-se disso

Este barulho todo sobre a Air Luxor lembra-me algo. Mas o quê? Talvez todos aqueles problemas naturais que acontecem porque existe o factor humano. Este é um problema mais gravoso que um buraco na estrada, por exemplo? Pode ser e pode não ser! Não acham que já existem demasiados problemas, exageradas reivindicações e soluções de sobra?

Parem.
Pensem no que estão a fazer...

domingo, janeiro 04, 2004

partilho

“O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.”

Alberto Caeiro ( Poema Quinto )

Acontece-me

A Professora propõe então qualquer coisa, não a ouvi, mau para ela...

Estava-se a falar de Deus e eu pensava ao olhar pela janela, vista do Alto de Santo Amaro para o rio, estando virado para nascente daí ter o sol sob duas vertentes, reflectido no rio e reflectindo simplesmente. Pensava que aquele momento poderia ter sido, realmente, criado por Ele. Sempre pensei o contrário: que não existia.
Ainda penso que não existe porque, ironicamente, oiço também falar de Fé. A Fé é a prova de que acreditando e só acreditando se pode chegar ao conhecimento D’ Ele. É então importante estabelecer em que dimensão ocorre essa suposta existência. Uma vez que a Fé não se situa nem no mundo material nem no imaginário, é um abstracto tão credível como outro qualquer. Como penso só conhecer aquilo de que obtenho uma imagem e o abstracto é, definitivamente, não imagético, então, continuo só.

Vai ser desta! Ano Novo

Incompreensivelmente, depois de tanta euforia no começo, vejo-me diante de ti sem, quase sem, partilha de pensamentos, comentários, histórias, poemas: vida. Dias e dias em branco espelham, concretamente, o quê?
Não posso justificar o facto com falta de imaginação, de informação ou de assunto. Não tem justificação!

sábado, dezembro 13, 2003

Nirvana

SCHOOL


WOULDN'T YOU BELIEVE IT IT'S JUST MY LUCK

NO RECESS

YOU'RE IN MY SCHOOL AGAIN



- é um exemplo perfeito do que era capaz de construir, Kurt Cobain, sendo tudo tão simples, sendo tudo tão... brilhante -

quarta-feira, dezembro 10, 2003

sempre eu

Ditas, sem significado,
Falas ambíguas, diálogos uníssonos,
Provêem de nós.

Transportamo-nos e parece bem,
Na antítese do que dizemos pensar,
E ainda assim,

Nesta universalidade subjectiva
Que é a minha realidade, não
A de todos, tenho RAZÃO.

Para a mãmã

Primeiro achei que ia dar sobressair melhor dedicar o poema à minha mãe num post exclusivo. Agora acho inadequado e prefiro por baixo do poema. Não faço edit porque mais ninguém ia notar a diferença!
Contudo fica aqui a mensagem:


Com amor...para a minha mãe.

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Música, ela...

Sem que me conheça, ela vive comigo,
Como cutícola,
Ela pertence-me, sem que tenha dono,
E dulcifica-me,
Quando o mundo me entenebrece.

Tornará o meu garepe em algo mais,
Acompanhando
Sempre, mesmo na jornada eterna,
O meu ser,
Transcendentalmente simpléctico.

Sou vivência de um simulacro, oculto
Na sombra.
Do que pensa, hipocritamente,
Que é,
Só ela pode conhecer, verdadeiramente.



By: Spyga ( J S )

terça-feira, dezembro 02, 2003

cenas minhas

Encontrei, na 2ª feira, a meio de um bloco de notas meu, o seguinte: "Nada é o que parece tem dois sentidos: o que parece ser não é
o que não parece é "

Não me parece uma ideia nem muito interessante nem igualmente brilhante, mas então porque é que a escrevi? O meu "amigo" Calvin (da banda desenhada de Bill Watterson) coloca uma questão que se adequa ao caso : "Como pode ser uma coisa tão plausível no momento e tão idiota em retrospectiva?" (é algo semelhante a isto pois não encontro agora o livro)

*

O Viva Espanha transporta muito bem uma situação, ilustrada numa bd de Calvin & Hobbes, para a nossa estranha realidade. É muito interessante.

...sad to be

Ontem não foi o dia mundial contra a SIDA?!?!?! Hum...então, se alguém ainda tiver tempo, podia-me explicar, delicadamente, porque é que ontem, nos sítios indicados à comunicação de tais acontecimentos, (como a televisão por exemplo) mal se falou nisso? Acho que nem vi o símbolo no cantinho dos ecrãs das televisões portuguesas! Espero, sinceramente, estar enganado (...curioso eu dizer tal coisa...)! Em contrapartida fico satisfeito porque pelo menos a VH1 e a MTV dedicaram o DIA a esclarecer e mostrar material sobre a SIDA. Deu para aprender muito ainda... mas tudo em inglês!
Eu não sei o que é que as nossas estações pensam que é um serviço leal, mas de certeza que não deve ser passarem uns filmes da treta em vez de tentarem alertar as pessoas para um problemazinho que já matou milhões!!! Bem continuem então o bom trabalho... mas como já disse espero estar redondamente enganado.

sábado, novembro 29, 2003

Boa... Belém!

Os Campeonatos Absolutos de Portugal foram mesmo muito bons. Houve records, minímos para os Campeonatos da Europa de Piscina Curta e outros bons resultados. Para além disso, tenho mais do que a obrigação de dar os parabéns a todos os atletas do belenenses mas é de congratular a prestação da equipa feminina, que bombaram mesmo muito e formam a equipe mais gira de todas! Parabéns.

Memorando I

Tenho andado, ultimamente, a pensar muito em algumas bandas que infelizmente acabaram, como: Nirvana e Smashing Pumpkins. É mais do que triste... é um vazio. O contributo deles para o mundo da música é, para mim, equiparável aos contributos de Einstein para a Física. A música tem um significado muito especial, como algo sagrado que me dá vida, faz com que cada dia me movimente graças ao seu poder. Compreendo quem não sente o mesmo (até porque me parece impossível que duas pessoas sintam, equivalentemente, o mesmo sentimento) assim como compreendo o cristianismo. É necessário, como em tudo, o respeito mútuo entre as diferentes correntes que a música abrange, desde que a dignifiquem e lhe dêem algum sentido. Penso também que deviam dar muito mais importância à música em si e não apenas a estar na moda. Quanto às duas bandas, referidas em cima, acredito que merecem um post para cada uma delas.

quarta-feira, novembro 19, 2003

pois...

Já lá vai um mês e nunca mais postei nada...então porquê? Pois... tenho andado a ver se estudo, nado e ganho algum método para me orientar. Entretanto arranjei forma de postar regularmente.

*

Sabiam que na minha escola...

Existe um professor que já chegou a duas aulas a horas?

Um outro professor discursou, na primeira aula do ano, durante mais de vinte minutos sobre a forma deplorável dos alunos, de hoje em dia, escreverem; sendo que no final da aula usou um termo que eu desconhecia! Foi assim: "vocês "hadem" de ver". É no minímo irónico!

Uma professora, que para além de se vanglorizar sem o mais rasco vestígio de modéstia, diz "efectivamente" três vezes num minuto. Engrançado é vir dizer-nos que ficou "efectivamente" perturbada ao ver uma reportagem em que uma rapariga, do último ano da faculdade, abusou da expressão " é assim ", concluindo a excelsa professora que, por este facto, era visível que a menina não tinha capacidade de construir um discurso satisfatório!

to be continued...certamente.

domingo, setembro 21, 2003

21, Setembro

Infelizmente é apenas o dia da paz. O que quero dizer com o "infelizmente" é que podia ser um dia "de" paz... certamente não é.


*

Não querendo entrar em grandes pormenores pessoais, posso informar que tenho apenas 17 anos, sou um "estudante" e practico natação de competição, coisa que me custa 5 a 6 horas por dia. De forma que para mim se torna um pouco difícil postar regularmente. Pensei então dedicar cada fim de semana a actualizar o meu blog. Enquanto não me decido vou postando quando calhar!

quarta-feira, setembro 17, 2003

...entrar!

Esperei algum tempo para poder entrar neste mundo de criação (blogosfera). Durante um mês observei e aprendi o que penso ser o suficiente para começar. Em termos de apresentação e grafismo não posso fazer grande coisa...infelizmente. Porém aprendi, consciencializei-me talvez seja mais adequado, que a blogosfera engloba inúmeros conjuntos de problemas: éticos (principalmente); políticos e até jurídicos. Problemas esses de que "postarei" mais tarde; convém amadurecer um pouco mais neste mundo. Mas nem tudo são problemas e é por isso que estou aqui. Isto é a diversidade infinita de temas que permitem, a cada um, a entrada num turbilhão de sentimentos, pois num só blog podemos encontrar posts: hilariantes; controversos; políticos; etc...

E o meu (blog) será sobre?...

Parece-me que por uma questão de coerência não seguirei na linha dos blogs temáticos, por tudo o que gira à minha volta, tanto na blogosfera como no mundo exterior rapidamente quebraria esse ponto. Opto antes por... "aquilo que me apetecer!"